Obama critica "quem conspira" contra classe média
Durante uma intervenção de mais de uma hora, Obama passou em revista as grandes áreas que deverão ser afetadas pela sua nova política económica. Foram especificamente referidas as infraestruturas, o acesso à propriedade, a formação profissional, a política de pensões, a saúde e a mobilidade social.
Quanto à formação académica superior, extremamente dispendiosa nos EUA, Obama prometeu uma "estratégia agressiva para reformar o sistema".
Por mais de uma vez dirigiu críticas aos republicanos, acusando-os de terem criado "um desfile sem fim de diversões, de falsos escândalos e de tomadas de posições dignas mais mesquinha das políticas, e de não terem trabalhado em conjunto com ele para a definição de "uma estratégia americana de longo prazo (...) para derrotar quem desde há décadas conspira contra a classe média".
Para Obama, muito foi feito "nos cinco anos que passaram desde o início da recessão", mas os EUA estão longe de terem vencido "totalmente" a crise. Para, em seguida, deplorar que apenas "1% dos mais ricos" tenham quase monopolizado o aumento dos rendimentos no país na última década.
Finalmente, dirigiu um apelo para que democratas e republicanos trabalhem em conjunto para que se consiga um acordo para a definição de um novo limite máximo para a dívida pública, a ser estabelecido, o mais tardar, até ao outono. Os republicanos insistem neste ponto na necessidade prévia de se definirem cortes nas despesas, antes de aceitarem negociar o novo valor total para a dívida pública.

